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Mostrando postagens de outubro, 2024

🎭 𝘼𝙡𝙛𝙤𝙧𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙙𝙚 𝙋𝙖𝙥𝙚𝙡 no 𝙏𝙚𝙖𝙩𝙧𝙤 𝘼𝙧𝙩𝙝𝙪𝙧 𝘼𝙯𝙚𝙫𝙚𝙙𝙤 - 𝘼𝙩é 26 𝙙𝙚 𝙤𝙪𝙩𝙪𝙗𝙧𝙤! 𝘘𝘶𝘪𝘯𝘵𝘢 à 𝘚á𝘣𝘢𝘥𝘰 à𝘴 21𝘩 𝘦 𝘢𝘰𝘴 𝘋𝘰𝘮𝘪𝘯𝘨𝘰𝘴 à𝘴 19𝘩!

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Esta semana estreamos o novo espetáculo 𝘼𝙡𝙛𝙤𝙧𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙙𝙚 𝙋𝙖𝙥𝙚𝙡 ! Mais um ação da Companhia Ocamorana, parte do 𝙋𝙧𝙤𝙟𝙚𝙩𝙤 𝙍𝙖 í 𝙯𝙚𝙨 𝙉𝙖𝙩𝙪𝙧𝙖𝙡𝙞𝙨𝙩𝙖𝙨 - 𝘼𝙨 𝘽𝙖𝙨𝙚𝙨 𝙙𝙤 𝙏𝙚𝙖𝙩𝙧𝙤 𝙋𝙤𝙡 í 𝙩𝙞𝙘𝙤 ! Um espetáculo que une arte e história, dedicado a educadores, estudantes, artistas e ao público que busca uma reflexão profunda e emocionante sobre liberdade e identidade. Com a proposta de estabelecer um diálogo entre as relações sociais de 140 anos atrás e o tempo presente, a plateia aplaudiu de pé e apreciou com fervor o que levamos ao palco! Agradecemos o carinho do público presente, ao Teatro Arthur Azevedo que nos acolhe tão bem e convidamos a todos a juntar-se a nós nessa jornada teatral imperdível!  🎭 𝘼𝙡𝙛𝙤𝙧𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙙𝙚 𝙋𝙖𝙥𝙚𝙡 📅 𝘼𝙩 é 26 𝙙𝙚 𝙤𝙪𝙩𝙪𝙗𝙧𝙤 ! 𝘘𝘶𝘪𝘯𝘵𝘢 à 𝘚 á 𝘣𝘢𝘥𝘰 à 𝘴 21 𝘩 𝘦 𝘢𝘰𝘴 𝘋𝘰𝘮𝘪𝘯𝘨𝘰𝘴 à 𝘴 19 𝘩 ! 📍 𝙇𝙤𝙘𝙖𝙡 : 𝙏𝙚𝙖𝙩𝙧𝙤 𝘼𝙧𝙩𝙝𝙪𝙧 𝘼𝙯𝙚𝙫𝙚𝙙𝙤 - Av. Pa...

"Alforrias de Papel": virando cortiços pelo avesso por Fernando Bustamante

     Está em cartaz Alforrias de papel , a mais recente peça da Cia. Ocamorana, grupo que, bem na contramão de marés e modismos que tudo arrastam, vem mantendo acesa a chama de um teatro que escova a história a contrapelo, como propunha Walter Benjamin.      Para melhor entendermos o que veio à tona na escovação a contrapelo que sua peça faz da obra O cortiço , de Aluisio Azevedo, vale uma pequena digressão sobre a história do teatro. Quando, no século XIX, irrompe nos palcos o naturalismo, ele trouxe pela primeira vez a representação da vida dos que carregavam o fardo de uma sociedade fundada na exploração sobre as suas costas. E isso mudou tudo. Gerhart Hauptmann, por exemplo, ao colocar no palco a revolta dos tecelões da Silésia, incitou a identificação do público, a sua revolta e a censura da polícia, que sabia do poder incendiário da peça.      Não foi à toa que tanto Erwin Piscator quanto Bertolt Brecht declaravam abertamente o naturali...

"Alforrias de Papel" - Iluminação por João Alves

O grande desafio da iluminação do espetáculo "Alforrias de Papel" foi o da escolha. Um projeto de espetáculo épico a partir das raízes naturalistas do teatro político, faz a gente refletir acerca da função estética da luz em ambas escolas e diante da história do teatro político desde o final do século XIX até os dias de hoje. Buscando um teatro político que seja tributário à experimentação estética não tem como não considerar o processo experimental de seleção de elementos diversos e até antagônicos para serem utilizados na cena. É neste ato de coragem de justapor elementos que nascem avanços estéticos. Por um lado o naturalismo, principalmente o praticado por André Antoine, foi reconhecido por suas experimentações com a luz de gás e depois com a luz elétrica. Buscando efeitos naturalistas a iluminação de Antoine buscava simular cenários e passagens de tempo, atmosferas de ambientes reais, ou seja, imitar os meios nos quais os seres humanos eram colocados para serem estud...